Estreou ontem a nova série da Globo, “Força Tarefa”. É um drama policial focado no personagem Tenente Wilson (interpretado pelo Murilo Benício). No primeiro episódio, nós conhecemos um pouco a respeito deste policial e como transcorrem eventos de sua vida profissional e pessoal. Descobrimos o quanto ele é atormentado pelo trabalho que faz, por ter que, ocasionalmente, matar colegas de trabalho [o policial tem conversas com um de seus colegas mortos regularmente].
A série é definitivamente muito diferente de qualquer novela global, mas nem por isso é original. Devo lembrar que este é o ponto de vista de uma pessoa que passa a vida literalmente assistindo séries.
Mas vamos lá. Gostei muito do fato de se tratar de uma série policial, mas que não se passa na favela. Aliás, ganha pontos por não se passar na favela nem em Ipanema, que seriam os dois pontos de referência do Rio de Janeiro. Na verdade eu nem sei falar com certeza em que cidade a série é passada, e acho bom que este aspecto não seja fundamental na hora de se contar uma história passada no Brasil.
A qualidade técnica da série é bacana. Eles brincam com luz e sombra, com cores obscuras, um tratamento que normalmente a gente só vê em filmes. Os atores parecem bem preparados, outro quesito que (me) prova o quanto um pouco mais de tempo de preparo torna uma produção bem mais caprichada.
Apesar de ter muitos bons quesitos, ainda assim eu não achei ótima. Acho que a palavra perfeita é insossa. Não fiquei super interessada na história do tenente, achei as conversas dele com o fantasma enfadonhas, a história contada no primeiro episódio não é lá essas coisas. Mas eu também acho que pode ser uma questão de tempo.
Com um pouco mais de conhecimento dos personagens, um pouco mais de dinâmica entre eles e na própria série, e Força Tarefa pode ser um grande sucesso. O que eu torço pra acontecer, quem sabe este é o empurrão que faltava para começarem a produzir séries de qualidade no Brasil.
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